cultura pop

Identidade

Gosto do Outono – gosto da luz, dos tons e das coisas que a estação nos traz. Tudo sensações aconchegantes. Não sei porquê mas parece-me que este Outono me trouxe uma capacidade de discernimento que me permite encerrar mais um ciclo da minha vida e iniciar outro. E que tem muito a ver com a minha identidade. Encerra-se um ciclo difícil, exigente, mas que recuperou em mim coisas que tinha deixado cair ou por achar que não tinha tempo, ou que não faziam sentido, ou que tinha pura e simplesmente que o fazer como contrapartida de obter outras.

Fazes parte da minha identidade. Não tenho dúvidas de que me revejo cada vez mais em coisas simples, em conceitos e lugares que trouxeste para a minha vida. Coisas que me encantaram quando nos conhecemos e que no limite se traduzem num sonho comum que gostaríamos de alcançar, um projecto pleno no plano profissional e pessoal. Até lá e mesmo que nunca se concretize, abraçamos o que temos e alimentamos este e outros sonhos.

“The nest” | José Gonzalez

(o título e o instrumental é que justificam a escolha, banda sonora mental nos dias que correm)

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Breves | exuberâncias sonoras

“Fleet foxes” | Fleet Foxes

Vibrante. “Heard them stirring” fala por si (literalmente) e “White winter hymnal” tem um quê de janeiras (!) que me abre o apetite para o Natal que se avizinha.

Classificação | 9 em 10

 

“Jim Noir” | Jim Noir

Um aglomerado sonoro (adorei, Nuno!) que até podia roçar o piroso nalguns momentos, não fosse a extrema habilidade de Jim Noir. Absolutamente original.

Classificação | 8 em 10

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Barrigada

De castanhas e jeropiga hoje ao jantar, mais uma dupla fantástica do Outono. Só por causa das coisas fui comprar uns sapatos para ajudar a fazer a digestão! :)

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1/3

da formação que estou a frequentar na EGP já decorreu, regressei hoje. Estou cansada e com a sensação de que passou imenso tempo desde domingo, sinal de que o curso tem tanto de sumo como de ritmo. Talvez por isso hoje tenha apreciado com maior encanto o aconchego de ir buscar a Lourinha à escola e desse acto que é chegar a casa, sentir-lhe o cheiro, reconhecer-lhe os cantos e esperar pela chegada do papá. Acresce que fiquei bem alojada, pertinho das compras e também do Capa, onde ontem ao jantar me deliciei com uma francesinha que é sem sombra de dúvidas a melhor que provei até hoje. Um verdadeiro homem (de negócios) do norte disse-me hoje que há melhores por lá (suspeitava que sim, obviamente), mas eu vou insistir no restaurante nas 2 próximas semanas, que já seleccionei no menu mais 3 pratos calóricos dos quais terei certamente dificuldade em escolher apenas 2: bife com molho de cerveja preta, bife com molho de mostarda e bife com molho de pimenta… :P

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Petiscos

Apesar da sobrecarga das nossas agendas ser cada vez maior, continuo a não prescindir de ir ao mercado nas manhãs de sábado. Não consigo comprar vegetais e fruta noutro sítio que não lá (faço-o apenas quando não tenho mesmo alternativa), entre outras coisas. Ora hoje repeti um petisco ao almoço que tinha já feito na semana passada, daquelas coisas apetecíveis que aparecem cada vez mais esporadicamente e que me fazem tornar o cardápio monótono por insistência na repetição até que a coisa se esgote de vez ou passe de estação. No caso estou a falar de lulinhas (“inhas”, mesmo) que faço em azeite e com muito alho, a Lourinha adora (então de pão no molho…). Enquanto as confeccionava o rapaz torrou o nosso pão caseiro que molhámos em azeite de trufa com um toque de vinagre balsâmico. A refeição teve direito a uma salada de rúcula com mozzarella di bufala e croutons com alho e foi acompanhada com um tinto Quinta do Mouro 2003. Rematámos com uns belíssimos diospiros, fruta também em versão repeat mode até desaparecerem do mapa. Nham!

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