Outubro 17, 2009 • 11:47 pm
Ora aqui a mãe acaba de regressar do concerto do Rodrigo Leão no CAE. Abriu com “Histórias”, que interpreto como uma escolha nada ingénua, mas em jeito de cartão de visita para uma viagem sónica que prossegue em conjunto. Gostei da sequência “Rosa” / “Sleepless heart” ainda que por muito que goste e admire a Ana Vieira, ela de facto tenha dificuldades óbvias na sua interpretação, mesmo a compasso mais lento que nos originais. Mas soltou a voz nos registos adequados ao seu timbre e redimiu-se. A casa não estava cheia e esta plateia foi de longe mais…hesito entre hirta e sisuda que a do concerto de há uns anos que lá assisti, a propósito do álbum “Cinema”. Eu não percebo como é possível não ter vontade já não digo de dançar, mas de participar de alguma forma – nos temas com ritmo saltito sempre na minha cadeira. E um concerto de Rodrigo Leão…enche a alma.
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Inesperado e bom, ontem na noite de concertos da Expofacic. Cantanhede está de facto pujante e merece referência, a Expofacic bem organizada, a começar desde logo pela farta abundânica de estacionamento, devidamente indicada. A Joss Stone esteve bem, mas só posso dizer que o concerto foi morno se compararmos com James. James encheu o recinto e encantou a multidão. Ficaram temas por cantar, ficam sempre, mas nenhum dos mais conhecidos. O público revelou-se conhecedor da discografia e foi ao rubro. Só falta dizer que para além de tudo isto vimos o concerto em boa companhia - de forma inesperada encontrámos amigos de longa data. Venham mais noites destas!
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A audição dos álbuns de Andrew Bird, em especial do último é suficiente para percebermos que estamos perante um músico multifacetado e verdadeiramente original. Se tentarmos (apenas) assobiar em jeito de trauteio as suas canções percebemos, se é que não tivéssemos dado já por ela, que é preciso um fôlego impressionante para assobiar como Andrew Bird. Quando o vemos a actuar confirmamos que Andrew Bird limita-se a revelar a sua existência, o seu imaginário - tocar, cantar e assobiar parece ser a sua forma mais natural de estar. O talento e génio deste homem pássaro explodem ali bem à nossa frente para deleite de quem assiste.
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Gosto imenso do set de fotografias pessoas no museu da Mariana Newlands, absolutamente original. No Museu Picasso e Fundació Joan Miró em Barcelona apreciei grupos de crianças que vão desde muito cedo ver as obras destes grandes autores, algumas delas inclusivamente da idade da nossa Lourinha. Diversas abordagens devidamente enquadradas tendo em conta a idade dos pequenos visitantes e todas elas muito interessantes: descrições breves sobre o significado de alguns quadros, perguntas sobre o que vêem, o que poderá faltar num desenho de uma figura humana, por exemplo, ou pintarem o que vêem sobre uma folha de papel no chão. Mais uma demonstração de que as crianças são basicamente aquilo que fizermos por elas. Há que fazê-las crescer com toda a dedicação todos os dias das nossas vidas. Porque para mim é dia da criança todos os dias.
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Porque regressados do Douro, naquela que foi a nossa 1ª experiência num programa promovido pelo Reserva 1500. O jantar de 6ª não incluído no programa merece referência pela qualidade, no restaurante Castas e Pratos na Régua. O espaço, o serviço, as propostas gastronómicas e sua confecção estão muito ao nível do Rio’s, sendo que a carta de vinhos é de longe bem mais interessante e diversa. O alojamento no Aquapura Douro Valley comparável ao do Aquafalls, ambos decepcionantes, há erros (de conceito) que são inaceitáveis em alojamentos que têm determinado tipo de pretensões. Gostámos mais dos espaços interiores do Aquafalls, os espaços exteriores do Aquapura e sua envolvente mais apelativos, apesar de não terem sido explorados como gostaríamos pelas condições climatéricas. O pequeno-almoço do Aquapura definitivamente mais interessante que o do Aquafalls, antecipando que o jantar de sábado tivesse qualidade, o que não aconteceu, dando protagonismo total aos vinhos degustados, sendo que estes por si só não precisam de qualquer argumento desta natureza para serem reconhecidos. A manhã de sábado foi marcada por uma visita à Quinta do Seixo, que incluiu uma prova de vinhos com tanto de didático como de interessante ao que se seguiu um almoço na Quinta do Porto onde fomos brindados com excelentes propostas gastronómicas, de onde saliento uma entrada de alheira com grelos e como prato principal um cabritinho estaladiço cuja receita é partilhada na edição 54 de Outubro de 2008 da Reserva 1500 e que eu duvido que tenha o mesmo sabor em qualquer outro local que não naquele. Os vinhos sempre bem escolhidos e irrepreensíveis. O programa prosseguiu hoje com uma visita ao Museu do Douro onde me encantei com manuscritos antigos e as ilustrações do Barão de Forrester, que incluem aqueles magníficos mapas sobre o Douro e a sua navegabilidade. O programa encerrou com um excelente almoço no Douro D.O.C., com um menu bem desenhado acompanhado de vinho oriundo predominantemente do Novo Mundo. Sendo os mais novos num grupo mais que repetente nestas experiências, encontrámos excelente companhia que tal como nós se encanta com estes prazeres da vida.
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