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ao vivo

Poderia escrever sobre a nossa incursão de ontem ao SBSR, mas cinjo-me ao essencial, apesar do excelente cartaz. Como foi bom viajar pelo mundo atormentado dos Portishead. Uma actuação agridoce, intensa, com momentos sublimes, como um “Roads” que me comoveu de forma inesperada.

De coisas boas na noite de ontem: um reencontro com amigos depois de cerca de 10 anos!, um jantar no Spazio Buondi e o concerto dos Massive Attack. A belíssima 1ª parte coube a Martina Topley Bird que fez o aquecimento para os Massive cujo espectáculo foi…um massive attack. Soberbo.

Ora aqui a mãe acaba de regressar do concerto do Rodrigo Leão no CAE. Abriu com “Histórias”, que interpreto como uma escolha nada ingénua, mas em jeito de cartão de visita para uma viagem sónica que prossegue em conjunto. Gostei da sequência “Rosa” / “Sleepless heart” ainda que por muito que goste e admire a Ana Vieira, ela de facto tenha dificuldades óbvias na sua interpretação, mesmo a compasso mais lento que nos originais. Mas soltou a voz nos registos adequados ao seu timbre e redimiu-se. A casa não estava cheia e esta plateia foi de longe mais…hesito entre hirta e sisuda que a do concerto de há uns anos que lá assisti, a propósito do álbum “Cinema”. Eu não percebo como é possível não ter vontade já não digo de dançar, mas de participar de alguma forma – nos temas com ritmo saltito sempre na minha cadeira. E um concerto de Rodrigo Leão…enche a alma.

;)

homem pássaro

A audição dos álbuns de Andrew Bird, em especial do último é suficiente para percebermos que estamos perante um músico multifacetado e verdadeiramente original. Se tentarmos (apenas) assobiar em jeito de trauteio as suas canções percebemos, se é que não tivéssemos dado já por ela, que é preciso um fôlego impressionante para assobiar como Andrew Bird. Quando o vemos a actuar confirmamos que Andrew Bird limita-se a revelar a sua existência, o seu imaginário - tocar, cantar e assobiar parece ser a sua forma mais natural de estar. O talento e génio deste homem pássaro explodem ali bem à nossa frente para deleite de quem assiste.

tindersticks-0

Dos concertos que vi dos Tindersticks o de ontem foi de longe o melhor, a qualidade do álbum “The Hungry Saw” já o fazia adivinhar. Casa cheia totalmente rendida ao encanto da execução de um alinhamento perfeito. Trouxe a edição limitada do CD “live at Glasgow city halls  5th October 08″ que foi banda sonora do regresso a casa.

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