cultura pop

Com glamour

Que é não é todos os dias que ouvimos “Moonlight serenade” ao vivo e pela The Original Glenn Miller Orchestra. O espectáculo recria o espírito daqueles tempos e desta vez a plateia que foi ao CAE entusiasmou-se e correspondeu, apesar da idade média ser claramente superior à que foi ver Rodrigo Leão. O intérpete masculino da banda tem um timbre que por vezes leva a Sinatra e quase chegamos lá perto num medley de tribo ao mesmo. Se eu já andava imbuída do espírito natalício, hoje já “viajei” até uma NYC repleta de neve, so…shall we go?

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A mãe

Ora aqui a mãe acaba de regressar do concerto do Rodrigo Leão no CAE. Abriu com “Histórias”, que interpreto como uma escolha nada ingénua, mas em jeito de cartão de visita para uma viagem sónica que prossegue em conjunto. Gostei da sequência “Rosa” / “Sleepless heart” ainda que por muito que goste e admire a Ana Vieira, ela de facto tenha dificuldades óbvias na sua interpretação, mesmo a compasso mais lento que nos originais. Mas soltou a voz nos registos adequados ao seu timbre e redimiu-se. A casa não estava cheia e esta plateia foi de longe mais…hesito entre hirta e sisuda que a do concerto de há uns anos que lá assisti, a propósito do álbum “Cinema”. Eu não percebo como é possível não ter vontade já não digo de dançar, mas de participar de alguma forma – nos temas com ritmo saltito sempre na minha cadeira. E um concerto de Rodrigo Leão…enche a alma.

;)

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(Re)encontro de amigos

Inesperado e bom, ontem na noite de concertos da Expofacic. Cantanhede está de facto pujante e merece referência, a Expofacic bem organizada, a começar desde logo pela farta abundânica de estacionamento, devidamente indicada. A Joss Stone esteve bem, mas só posso dizer que o concerto foi morno se compararmos com James. James encheu o recinto e encantou a multidão. Ficaram temas por cantar, ficam sempre, mas nenhum dos mais conhecidos. O público revelou-se conhecedor da discografia e foi ao rubro. Só falta dizer que para além de tudo isto vimos o concerto em boa companhia - de forma inesperada encontrámos amigos de longa data. Venham mais noites destas!

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O homem pássaro

homem pássaro

A audição dos álbuns de Andrew Bird, em especial do último é suficiente para percebermos que estamos perante um músico multifacetado e verdadeiramente original. Se tentarmos (apenas) assobiar em jeito de trauteio as suas canções percebemos, se é que não tivéssemos dado já por ela, que é preciso um fôlego impressionante para assobiar como Andrew Bird. Quando o vemos a actuar confirmamos que Andrew Bird limita-se a revelar a sua existência, o seu imaginário - tocar, cantar e assobiar parece ser a sua forma mais natural de estar. O talento e génio deste homem pássaro explodem ali bem à nossa frente para deleite de quem assiste.

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Smilers

Ontem lá seguimos rumo a Lx, completamente alheados das cheias (se não tivesse visto as imagens na televisão não teria acreditado), um belo passeio pelo Bairro Alto e Chiado onde jantámos razoavelmente, ao que se seguiu o concerto. Confesso que quando o Tiago Bettencourt entrou no palco fiquei apreensiva. Não sabia que estava elencado para fazer a 1ª parte do concerto e dei comigo a interrogar-me se de facto estaríamos no sítio certo. Acresce dizer que não aprecio o Tiago Bettencourt ainda que ouça pouco, apenas o que apanho na rádio e como ouço rádio raras vezes…Mas ao vivo e a cores confirmei que não gosto da música, não gosto do estilo, excessivo para mim na interpretação, entre outros detalhes, incluindo a presença em palco. E já com mais de 1 hora de atraso sobre a hora prevista para o início do espectáculo tivémos direito a um excvelente concerto da Aimee Mann. Por acaso tenho grande parte da discografia, não porque faça parte do meu núcleo duro de favoritos, mas porque assim aconteceu. O seu contributo para a banda sonora do Magnólia é notável e acho o último álbum, “Smilers” um dos melhores desde então, muito rico e forte na componente instrumental. O alinhamento do concerto está bem pensado, com os melhores temas da sua discografia bem sequenciados. E o encore foi irrepreensível: “One” numa excelente versão a 3 instrumentos (guitarra, piano e baixo) e o meu tema preferido “Deathly” a rematar a noite. And there were some smilers around…

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