cultura pop

Para pessoas que como eu…

…se perdem com coisas destas

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I love it

 

brainwash

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Para além dos meus olhos

6 feet under

Continuamos a ver as nossas séries preferidas naquele aconchegante momento no sofá que sucede o jantar. Já há algum tempo concluímos a minha série preferida de sempre, “6 feet under”, que vamos alternando entre séries diferentes, mas finalmente sequenciando cronologicamente as temporadas de cada uma. Finalmente porque não o consegui/consigo fazer quando passaram/passam na TV, em que os diversos canais nos brindam com diferentes temporadas da mesma série em paralelo, contribuindo para a minha desorientação total. Para além disso, há séries que não vi desde início e outras que descontinuei, muitas vezes motivada pelos horários tardios que não consegui nem consigo acompanhar. O giro disto tudo é o aparente paralelismo entre os temas abordados em cada episódio desde que iniciámos o “6 feet under” na versão DVD lá em casa e o quotidiano. Este é o motivo também pelo qual penso que acaba por ser tão aliciante para qualquer um de nós acompanhar séries de qualidade na TV ou nesta versão DVD, justificando o sucesso das mesmas  – é a forma como naturalmente acabamos por nos identificar com os temas abordados, sempre actuais, ou como os temas abordados alimentam o nosso imaginário. Mas voltando ao “6 feet under”: num dos episódios que vimos alguém dizia que é raro o dom de conseguir transmitir através da criação de arte o mundo tal qual como o vemos, com os nossos próprios olhos. Nunca tendo eu tido qualquer pretensão de criar arte e apenas a de tentar ilustrar, achei este comentário pertinente, se calhar simples e óbvio, mas fez um clique diferente desta vez, pelo conceito inerente. Os meus olhos ao longo de toda a minha vida sempre foram…mais os meus ouvidos mesmo – a música, é assim que descodifico o que me rodeia e é assim que gosto de me expressar. Já na ilustração o processo sempre foi o de recear a tal imperfeição do resultado final, um bloqueio que se mantém de certa forma até aos dias de hoje. Se calhar sinónimo de que não fui talhada para tal. E em jeito de complemento, com a mestria de sempre, não posso deixar de citar Mariana Newlands – “O mais importante não é o que se assiste/aprende nas aulas da faculdade, mas sim a motivação pessoal, interesse e curiosidade para descobrir, pesquisar por conta própria, inventar projetos pessoais, experimentar sem pressa, aula ou cliente, criar sua biblioteca mental, seu próprio universo de referências. E as referências que formam o seu repositório pessoal de elementos, expressões e ideias estão invariavelmente fora da área específica do design gráfico – elas estão na música, nos livros de literatura, história, biografias, crônicas e poesia, na fotografia, nas revistas de moda, ciência, decoração e viagem, na leitura dos jornais e revistas de opinião, nas viagens para lugares perto e longe, na arquitetura dos prédios, nas geografias urbanas das cidades, nos filmes novos e antigos, nos documentários, na natureza e, somado a tudo isso, na sua capacidade de imaginação. O que forma um designer (e, de modo geral, qualquer pessoa criativa) é tudo o que se viu, ouviu, leu, assistiu nas mais diversas áreas ao longo da vida. Desenvolver o seu próprio olhar é uma coisa muito gostosa e requer paciência – é um trabalho contínuo e silencioso, que se faz todos os dias, o tempo todo, e para o qual de nada servem os livros teóricos de design gráfico.” Eu arrisco mesmo dizer que este testemunho é sobre a vida em geral – sobre essa coisa maravilhosa que é sermos nós próprios.

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Madame Besler

Demoro tempo a encontrar ou a chegar às coisas. Quando chego. Finalmente encontrei a minha referência em termos visuais - Mariana Newlands. O blog e o flickr são um deleite, produtos acabados mais-que-perfeitos, os lugares-comuns captados de forma assombrosa. As sombras, as penumbras (adoro), os tons solares, como a própria autora os define, les bleus, os silêncios. Os diptchys e as ilustrações fazem as minhas delícias. Não me canso de invadir aqueles espaços, a autora que me perdoe, tenho esta mania de sugar (o que vale é que há quem seja como eu, não é Sr Msgd? :P ), quase obcessiva, é como se estivesse num repeat mode visual. A primeira vez que sou contagiada pela imagem com a mesma magnitude como sou pela música. O conceito dos sets e das collections no flickr é genial – “my equations of happiness”, “happy film cameras”, “psicologia da composição” (soberbo poema de João Cabral de Melo Neto que desconhecia), entre outros. Para descobrir e encantar.

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