Outubro 31, 2009 • 8:59 pm
Finalmente depois de anos de pausa consegui ler um livro, no caso “No teu deserto” de Miguel Sousa Tavares. Há pelo menos 3 momentos marcantes para mim.
“Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer”.
“Não há regresso. Há viagens sem regresso nem repetição”.
“(…) quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá, as fotografias não mentem – esse instante existiu mesmo. Porém, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que dois amantes felizes e abraçados numa fotografia ficaram para sempre felizes e abraçados. É por isso que não gosto de olhar para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição - quando mais não seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficámos aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão “pausa” no filme da vida”.
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gosto de viver nesta cidade. A Bertrand chegou finalmente cá.
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Dezembro 6, 2008 • 6:18 pm
Ou como um desafio destes se torna difícil. O 1º livro mais à mão com mais de 161 páginas está aqui mesmo por trás de mim, é o “Cozinha Tradicional Portuguesa” da Maria de Lurdes Modesto, estando a página 161 ocupada com fotografias de ovos moles. Seguiu-se o “Toda a Mafalda” de Quino, no mesmo móvel (já deu perceber que está ocupado com grandes volumes, principalmente B.D.) onde a página 161 tem uma única frase… Já não estão à mão livros com mais de 161 páginas, vai de ir à outra ponta do móvel e sacar “O perfume” de Patrick Süskind, livro que tiro sem hesitação porque está deitado em cima dos outros. A página 161 não tem de novo 5 frases! É o final do 30º capítulo e eu opto por transcrever a última frase, única completa da página – “Esboçou um pequeno aceno de cabeça à silhueta e verificou que, ao corresponder-lhe, ela dilatava discretamente as narinas…” Terá sentido o cheiro dos ovos moles?
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Setembro 9, 2008 • 8:35 pm
Não resisto a trazer para aqui as máximas que recolhi do belíssimo artigo acima indicado, que apesar de retratar uma actividade muito particular está assente em valores claramente universais, que acima de tudo pecam por falta de aplicação na grande maioria das empresas. Gostava de trabalhar numa empresa assim…
“If you want to be original, you have to accept the uncertainty, even when it’s uncomfortable, and have the capability to recover when your organization takes a big risk and fails. What’s the key to being able to recover? Talented people!”
“That made me realize that it’s OK to hire people who are smarter than you are.”
“If you give a good idea to a mediocre team, they will screw it up; if you give a mediocre idea to a great team, they will either fix it or throw it away and come up with some thing that works.”
“But how many understand the importance of creating an environment that supports great people and encourages them to support one another so the whole is far greater than the sum of the parts? That’s what we are striving to do.”
“Tecnhology inspires art, and art challenges the technology. To us, those aren’t just words; they are a way of life that had to be established and still has to be constantly reinforced.”
“It also means that managers need to learn that they don’t always have to be the first to know about something going on in their realm, and it’s OK to walk into a meeting and be surprised.”
“The most efficient way to deal with numerous problems is to trust people to work out the difficulties directly with each other without having to check for permission.”
“Everyone must have the freedom to communicate with anyone.”
“It must be safe for everyone to offer ideas.”
“We must stay close to innovations happening in the academic community.”
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