cultura pop

Um ataque massivo

De coisas boas na noite de ontem: um reencontro com amigos depois de cerca de 10 anos!, um jantar no Spazio Buondi e o concerto dos Massive Attack. A belíssima 1ª parte coube a Martina Topley Bird que fez o aquecimento para os Massive cujo espectáculo foi…um massive attack. Soberbo.

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Martha

Não, não é a Stewart, é a irmão do Rufus, a Wainwright. Não me lembro de ler tanto sobre ela num mesmo dia, como me aconteceu hoje. Por aqui continua a publicação de excertos de uma bela entrevista, do qual saliento esta passagem que vai de encontro a este (ou subverte?) “mas como habitualmente, tudo o que reside ao lado dos singles promocionais soa sempre melhor” :

Chamou ao primeiro álbum, a que chamou simplesmente Martha Wainwright. Porque dá tanta gente o seu nome aos seus primeiros discos?
É uma tradição na música folk. É uma maneira muito simples e directa de fazer as coisas… E também uma forma de dizer que nenhuma canção em particular é o single…”

Ainda não saciei a minha curiosidade em Martha, da qual não tenho nenhum álbum, sendo que o mais recente está na minha listinha de compras. E eu que não gosto assim tanto de versões, acho a interpretação de “La Vie en Rose” magnífica:

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Lisa Germano |”Magic Neighbor”

FrontCover Lisa Germano

De cada vez que ouço um novo álbum de Lisa Germano tenho a sensação de que me é familiar, pelo cunho tão próprio da escrita, sonoridade e interpretação. Se isto nalguns compositores é sinal de estagnação, de estarem aprisionados a formatos e fórmulas recorrentes que nos levam a um “mais do mesmo” (como o mais recente EP de Robin Guthrie, é triste dizê-lo), no caso de Lisa acho que tal não acontece. Porque em cada novo álbum Lisa acrescenta, re-inventa como só ela sabe aquele seu mundo agreste, atormentado, feito de solidão, que tem tanto de encanto como de desilusão. Neste álbum os temas são mais cristalinos e o piano tem protagonismo, resultando numa candura envolvente. Harold Budd participa em “Paiting the doors” conferindo uma sonoridade que leva o mundo onírico de Lisa mais além.

 

Classificação | 8 em 10

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Com glamour

Que é não é todos os dias que ouvimos “Moonlight serenade” ao vivo e pela The Original Glenn Miller Orchestra. O espectáculo recria o espírito daqueles tempos e desta vez a plateia que foi ao CAE entusiasmou-se e correspondeu, apesar da idade média ser claramente superior à que foi ver Rodrigo Leão. O intérpete masculino da banda tem um timbre que por vezes leva a Sinatra e quase chegamos lá perto num medley de tribo ao mesmo. Se eu já andava imbuída do espírito natalício, hoje já “viajei” até uma NYC repleta de neve, so…shall we go?

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My own shelter

Tenho saudades de me aninhar no aconchego do sofá num qualquer dia preguiçoso de inverno e de me deleitar com o consumo de música no formato DVD. Deixei de o fazer há muito, mas o que é possível antecipar com os vídeos disponíveis do recente Abbey Road de Anthony and The Johnsons deixa-me com água na boca. Finalmente o belíssimo “The crying light”, que dá nome ao último álbum, ganha forma em vídeo. Perdi os concertos em Maio deste ano no nosso país apenas porque a agenda profissional não o permitiu e o bom das versões em DVD é trazermos os nossos idolatrados para casa e podermos desfrutá-los as vezes que quisermos. Gosto do ambiente cru do estúdio, de poder ver os instrumentos que replicam ou recriam os temas, gosto de ver o Antony em si – a sua linguagem gestual sempre que não toca no piano e a forma como canta, impressionante o domínio do canto em si. E neste tema, que me leva sempre às atmosferas de uns This Mortal Coil, adoro a força da expressão de um “I was born to adore you”. Para quando o DVD?

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