cultura pop

Com glamour

Que é não é todos os dias que ouvimos “Moonlight serenade” ao vivo e pela The Original Glenn Miller Orchestra. O espectáculo recria o espírito daqueles tempos e desta vez a plateia que foi ao CAE entusiasmou-se e correspondeu, apesar da idade média ser claramente superior à que foi ver Rodrigo Leão. O intérpete masculino da banda tem um timbre que por vezes leva a Sinatra e quase chegamos lá perto num medley de tribo ao mesmo. Se eu já andava imbuída do espírito natalício, hoje já “viajei” até uma NYC repleta de neve, so…shall we go?

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My own shelter

Tenho saudades de me aninhar no aconchego do sofá num qualquer dia preguiçoso de inverno e de me deleitar com o consumo de música no formato DVD. Deixei de o fazer há muito, mas o que é possível antecipar com os vídeos disponíveis do recente Abbey Road de Anthony and The Johnsons deixa-me com água na boca. Finalmente o belíssimo “The crying light”, que dá nome ao último álbum, ganha forma em vídeo. Perdi os concertos em Maio deste ano no nosso país apenas porque a agenda profissional não o permitiu e o bom das versões em DVD é trazermos os nossos idolatrados para casa e podermos desfrutá-los as vezes que quisermos. Gosto do ambiente cru do estúdio, de poder ver os instrumentos que replicam ou recriam os temas, gosto de ver o Antony em si – a sua linguagem gestual sempre que não toca no piano e a forma como canta, impressionante o domínio do canto em si. E neste tema, que me leva sempre às atmosferas de uns This Mortal Coil, adoro a força da expressão de um “I was born to adore you”. Para quando o DVD?

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Fresquinho

Da Fnac:

- Hoje | “Amália hoje” (a ver se é desta que gosto de fado. Do tradicional não gosto, só se fôr este re-inventado);

- David Sylvian | “Manafon” (as escutadelas do mp3 tornaram-no num must have);

- Muse | “The resistance”;

- Cecilia Bartoli | “Sacrificium” (só o artwork da edição que está disponível é imperdível, presumo que à imagem do conteúdo – detalhes aqui. Parece-me no mínimo um excelente ponto de partida para me iniciar na obra desta senhora).

Haja tempo!

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Whispering signs

Acabei por nunca comprar este álbum até aos dias de hoje (adoro a capa), que continua a ser a minha referência dos Sonic Youth. Dentro do seu mundo aparentemente caótico e dissonante há pérolas como estas. Tema melancólico, cinzento, para ouvir num dia como o de hoje.

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E por falar em boa música

 

Banda sonora perfeita para o dia de hoje.

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