cultura pop

E por falar em boa música

 

Banda sonora perfeita para o dia de hoje.

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Tríades | Let’s watch the stars, shall we?

estrelas

 

 

(do magnífico de profundis de Miguelanxo Prado)

 

deep, de profundis

1. “Song to the sirene” | This Mortal Coil

2. “Otterley” | Cocteau Twins

3. “Sea, swallow me” | Budd, Raymonde, Guthrie, Fraser

high, nearly dreaming

1. “You and your sister” | This Mortal Coil

2. “With tomorrow” | This Mortal Coil

3. “I want to live” | This Mortal Coil

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Ainda sobre as mini-férias

Deixo a que considero ser a banda sonora perfeita, para começar bem o novo ano musical! ;)

“Frosty the snowman” | Cocteau Twins

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No espírito da quadra

Os Cocteau Twins deram no seu final de carreira uma roupagem diferente e uma interpretação fantástica a um clássico de Natal, não podia deixar passar!

(and I’m happy tonight)

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“An element of nature”

(in 4AD. Vale também a pena espreitar a atribuição do Q Inspiration Award.)

 

 

 

“They were a phenomenon. Not necessarily the kind that plays to stadiums or fills MTV’s timeslots or even sells millions of records. Rather, the kind that quietly causes a fundamental shift in perception, exerting a seminal influence that is universally felt if not always seen. Even after having called it quits in 1998-ending a 15-year career together that was impressive by any measure-their mark continues to be recognized everywhere, and legions of fans still hunger for more.” (por Michael Borum)

 

Tomei contacto com o mundo mágico de Cocteau Twins através do álbum Heaven or Las Vegas que me foi dado a conhecer por uma das pessoas que marcam a minha vida. Curiosamente o último álbum que editaram através da 4AD. Seguiu-se a descoberta do trabalho que tinha ficado para trás e a aquisição de todos os álbuns do grupo, que entretanto lançou mais 2 que muito sinceramente não me encantam como os da “era 4AD”. Guardo os 2 concertos a que assisti ao vivo em Lx com aquele carinho com que se guardam momentos especiais e algures no tempo deixei pura e simplesmente de ouvir a música dos CT. Não porque o encanto se tenha quebrado, mas porque nesta minha maneira de estar em que associo música a momentos, torna-se por vezes doloroso ouvir música que nos remete sempre para momentos cuja memória se torna…eventualmente dolorosa também. No ano passado enfrentei os demónios e os Cocteau Twins voltaram a rodar, ganhando uma nova fã, a Lourinha (a cada final de canção brindava-me na altura com um “mai!”). Tenho novas memórias, portanto, novos e bons momentos associados a música que adoro, uma espécie de reciclagem do meu imaginário. Acho que às vezes perdemos um pouco esta capacidade de nos regenerarmos…Mas voltando aos CT: se de uma forma geral eu sempre gostei muito das letras das canções, até porque constituem uma forma de me expressar sobre o que sinto, na falta de encontrar forma tão perfeita para o fazer, sempre gostei muito do facto de não existirem ou de não se perceberem grande parte das letras destes senhores. Assim, de cada vez que os ouço dou largas à imaginação – crio a minha letra, ouço o que quero naquele preciso momento e faço mais uma viagem.

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